segunda-feira, 16 de março de 2020

A humanidade provoca os seus próprios males. Jesus cura a humanidade dos seus males.

Podemos dizer que, oficialmente, começou o problema do Coronavírus em Portugal, pois só agora, dia 13 março 2020, sexta-feira, o governo tomou, oficialmente, medidas de prevenção. Pecou por ser muito tardio nas decisões! Neste dia saí para fazer compras para casa, e vejo que só circula um décimo das pessoas, do que era o normal. Fui à grande loja e vejo uma fila, mas não me apercebi o porquê. Quando lá chego, vejo o Segurança, então percebi que a fila era a entrada, só entrava o número de pessoas correspondendo ao número de pessoas que saía. Algumas lojas já fechadas. Restaurantes para o vazio. Dois dizem «não coma aqui, leva para sua casa». Produtos de higiene escasseiam. Farmácias com segurança de vidro e porta quase trancada. E neste dia, dia em que o Papa Francisco foi eleito, o episcopado Português comunica que a partir do dia catorze, sábado, deixa de haver Eucaristia com fiéis e Confissões suspensas. Vendo o ambiente exterior, nas ruas, tudo isto fez-me recuar vinte e dois anos, quase, na Guiné Bissau, a Guerra civil. Ruas desertas. Sem carros. Pessoas muito poucas. Silêncio que só era interrompido, de quando em quando, pelas metralhadoras, bombas, bazucas. Poucos produtos à venda. Lojas abertas, mas ‘sem nada’. Povo tranquilo. Agora, nesta Europa, neste Portugal, a diferença é, para mim, que na Guiné sabíamos onde estava o perigo das balas e bombas, pois ‘o som indicava-nos tudo e precavíamo-nos’. Aqui o perigo, o vírus, é de outro modo e não sabemos onde está, quem o tem ou quem o ‘atira sobre outrem’. Quase que não nos sabemos defender, fugir, do perigo, o ‘vírus’. Aqui, na Europa, em Portugal, com o ‘vírus’, faz lembrar o Antigo Testamento, o «contágio; o pecado original». Tal como se pensava, e defendia, que o pecado «é contagioso, passa para outra pessoa, e a doença é consequência do pecado, por isso se transmite», agora o vírus é transmissível. Assusta. Horroriza. Amedronta. Impede de sair livremente. Pessoas entram em paranoia. «Uma só pessoa foi contagiada, e não se sabe como, e, de repente, muitas pessoas são contagiadas». «O ‘pecado original’ transmitiu-se e ‘apanhou’ pessoas desprevenidas, inocentes, puras, e ‘ficaram contaminadas’». E a cura demora. A graça demora. E a graça quando chega e cura «uma pessoa, só cura aquela pessoa e a cura não se transmite a outra pessoa, mesmo inocentemente doente». Há contágio por causa da doença, mas não há contágio por causa da cura. O ‘mal propaga-se, a graça não se propaga’! Meu Jesus, porque será que uma pessoa que foi curada, purificada, tocando nela não se fica também curado, purificado? Se toco em alguém doente, fico doente; se toco em alguém sã, não fico sã! Porquê, Jesus? Sabemos que para se ter uma ferida, é rápido, um segundo, um descuido; para a curar a ferida é preciso imenso tempo, é preciso decisão, é precisa concentração, é precisa opção, é precisa aceitação, é precisa paciência, é precisa fé, e é preciso amor em todo o tempo de cura. Mas para se ter uma ferida, bastou um descuido! Assim Jesus, para eu errar, no mais simples, é fácil, e na maioria das vezes nem tenho noção que me descuidei, errei. Mas para ‘reparar este descuido’ é precisa uma enorme caminhada contra mim próprio e de te aceitar com todo o meu ser! Cair é fácil, levantar é bem difícil! Cair é fácil, levantar, muitas vezes, preciso de amparo, que alguém me dê a sua mão, na qual me agarro e levanto! Senhor Jesus, todas as catástrofes que temos tido, ultimamente, a humanidade é a verdadeira culpada. Este ‘coronavírus’, bem como os anteriores, a humanidade é a culpada. Diz-se que «foram brincadeiras de laboratório que correram mal e se espalharam». Ou que «foram mesmo fabricadas pela humanidade para prejudicar a humanidade, com fins económicos, por exemplo», mas que ficaram descontrolados. É tal como nos filmes de ficção. A humanidade é a culpada dos seus próprios males, mas, infelizmente, quem paga «é o inocente». Senhor Jesus, rogo por nós que acreditamos em ti, e rogo pelos que já te conhecem, mas te recusam, e rogo por aqueles que nem sabem de ti, para que nos cures, não olhando aos nossos erros, mas à fé dos que te aceitam! Cura-nos! Ilumina os técnicos de laboratório para, rapidamente, terem a resposta para este mal! Na Cruz disseste, no Evangelho de Lucas: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem», perdoa a quem provocou esta catástrofe, e ilumina os que tentam ter a resposta para terminar com esta catástrofe! Tem dor de nós, Jesus! O Exílio de Babilónia foi uma catástrofe para o teu Povo israelita, por ser deportado. Em Babilónia corrigiram e melhoraram a sua teologia. A tua Pessoa, Deus. passou a ser vista e vivida de uma outra maneira. Evoluíram de um modo estrondoso. Foi preciso o Exilio de Babilónia para ‘corrigirem a sua teologia’! Agora, Jesus, com esta doença mundial, que mexe com todos, e com a tua Igreja, faz que a tua Igreja se corrija, melhore, tire imensa luz desta mundial doença! Que a tua Igreja seja mais amorosa e menos legalista! Que a tua Igreja veja a Eucaristia e a Confissão com maior dimensão de amor, e não de legalismo! Que não veja erros e pecados ‘em tudo’, mas veja amor, grande ou pequeno, em tudo! Que esta situação atual, mundial, seja uma enorme Luz para a tua Igreja, Jesus! Jesus, aproveita esta situação horrível para renovar a tua Igreja! Que esta situação se torne, depois, maravilhosa na renovação da Igreja e da Humanidade! Venha um novo viver! Que todos tirem fruto de sabedoria - ciência e de vida desta situação! Jesus, tu és a Vida! Maranatha! Vem, Senhor Jesus! Senhor Jesus, que possamos celebrar a tua Páscoa com o teu Povo! Conceda esta graça a ti mesmo, Jesus! Que este teu Povo, Jesus, sinta cada vez mais fome e sede de ti!

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