segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

 

DEVOTOS DE SÃO JOSÉ:

Começamos as Sete Semanas, ou Sete Domingos, de preparação para o Dia 19 de março. Começa no último domingo de janeiro.

Vamos meditando e rezando com São José nas Sete Dores e Alegrias que Ele viveu.

Peçamos ao seu Sagrado Coração a Sabedoria para vivermos em maior amor e pureza de vida, e assim não duvidarmos de Pessoas nem pensarmos mal delas, quando vemos ou sabemos coisas negativas, o que leva a 'levantar falsos juízos'.

São José nos ilumine!



 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Os Magos não regressaram pelo mesmo caminho



 

Epifania

  Celebramos a Epifania de Jesus aos não judeus. Jesus é descoberto pelos não judeus.

No Evangelho de Lucas, os Anjos vão levar a notícia aos pastores e estes, de imediato, vão em busca do Menino acabado de ser dado à luz.

Em Mateus, os não judeus buscam o Menino, o Rei. Aqui houve um anúncio, segundo a cultura que possam usar, e que vem também ‘do céu’, dos astros. Eram três Personagens que procuravam o Menino.

O número três tem o seu significado, não é um número matemático, por exemplo, mas uma simbologia, como todos os números na Bíblia.

O três tem profundamente este sentido, significado: de perfeição, totalidade. Comecemos pelo divino, a Santíssima Trindade; avancemos em outras comparações: Deus, Anjos, Humanidade; a Família: Pai, Mãe, Descendentes; passado, presente, futuro. No Antigo Testamento temos vários acontecimentos sob o número ‘três’, mas recordemos os três dias em que Jonas esteve no ventre do peixe e que Jesus fará menção para anunciar os três dias em que Jesus estará no ventre da terra até à sua ressurreição. As três tentações a que Jesus esteve sujeito. As três figuras no monte, quando Jesus é transfigurado, e os três discípulos, os íntimos que estarão ‘sempre’ com Jesus. As três negações de Pedro. Este grande sentido da espiritualidade: esmola, jejum, oração. E agora os três Magos que procuram Jesus e O encontram.

Estes três Personagens, sem dúvida, querem representar todos os Povos conhecidos na altura, os três continentes: Ásia, Europa, África. Ainda não se tinham dado as descobertas, pelo Povo português em que se «deu novos mundos ao mundo».

Com estes três Personagens, em Mateus, todos os Povos são chamados a seguirem Jesus. Todos os Povos são salvos em Jesus e por Jesus. Jesus, como Homem histórico, é judeu, mas nascido como judeu é da Humanidade. a Verdade, a Luz, surgiu em primeiro lugar no Povo judeu, mas é para a Humanidade.

Com estes Personagens, Jesus quer ser conhecido e aceite pela Humanidade e não somente por uma parcela da Humanidade.

Estes três Personagens oferecem o que de melhor podiam dar Àquele a quem procuravam.

Eu tenho de dar o que de melhor posso dar a este Jesus que é o dar-me a mim próprio. Oferecer a minha Pessoa a Jesus. Oferecer todo o meu agir. Posso, ao oferecer algo, dizer «que eu estou naquilo que eu ofereço», mas dar-se a si próprio tem outra dimensão de amor. Jesus deu-se a nós ao encarnar. Jesus deu-se a nós na Eucaristia. Jesus deu-se a nós na Cruz.

Na Epifania, Jesus deseja a grande oferta de cada Pessoa: doar-se a Jesus em favor do Próximo. Assim temos, uma vez mais, o três: Jesus, o Próximo, eu. Inverter o pronome pessoal, como São Francisco de Assis o fez: Ele – Deus; Tu; Eu.

Jesus só pode ser meu, e eu só posso ser de Jesus, através do Próximo.

«Ninguém pode amar a Deus sem amar o Próximo», diz-nos São João na sua Carta primeira.

No final do Encontro com Jesus, os Magos «regressam a Casa por outro Caminho». É o sentido de quem encontra Jesus, pois não fica igual como era e não quer ser como era, e não quer continuar a trilhar o caminho que antes trilhava. Agora quer outro Caminho, quer ser outra Pessoa. Não quer o mesmo estilo devida que tinha. 

 

frvra

Na vida espiritual, o começar e o terminar é com a bênção

 

 



 

No calendário cristão, o começo de cada Ano tem esta dimensão humano – espiritual:

Deus (Jesus) que encarna em Maria;

Deus (Jesus) que é a Paz e nos transmite a Paz

Deus (Jesus) que nos abençoa em cada momento da nossa vida.

 

Neste Dia recordamos a encarnação de Jesus, que se fez Menino em Maria Imaculada. Jesus é o Príncipe da Paz para todos os Povos e Jesus abençoa todos os Povos.

Neste Dia Primeiro celebramos Maria Imaculada como Mãe de Deus, (THEOTOKOS). Maria é Mãe de Deus porque Jesus é Deus. Jesus ao encarnar em Maria assumiu o nosso corpo, pois Jesus tinha de «ser igual a nós em tudo, menos no pecado». Se Jesus não assumisse a nossa carne, o nosso corpo, Jesus não seria igual a nós e não seria exemplo para nós. Assim, Jesus deu o exemplo em tudo para que O sigamos, pois somos capazes de ser perfeitos.

Maria é Mãe de Deus porque Jesus sempre teve as duas naturezas em si: a natureza divina e a natureza humana. Sendo Jesus humano em Maria Ele continuava divino no Pai do Céu. Mas «Jesus não usou da sua natureza divina enquanto homem, ‘ele tornou-se um autêntico humano’, mas sujeitou-se à fragilidade humana para nos salvar como Homem».

Maria é Mãe de Jesus Homem. Jesus é Deus, por tal Maria é Mãe de Deus porque Jesus nunca deixou de ser Deus. Maria não é Mãe de Deus Pai, mas Mãe de Deus Filho «e Esposa de Deus Espírito Santo».

E neste Dia Primeiro pedimos a Bênção divina para cada um de nós e para a Humanidade. Jesus quer abençoar e abençoando concede-nos a Paz. A Paz de Jesus é a Paz interior, em cada Pessoa, como Jesus nos diz no Evangelho de João: «Dou-vos a minha Paz, deixo-vos a minha, não como o mundo a dá». Esta Paz é interior. Muitas Pessoas continuam a procurar uma Paz exterior, mas Jesus concede a Paz interior, a Paz do coração. Quem tem a Paz interior consegue transmitir a Paz exterior, no seu meio, em sua volta. Quem quer a Paz exterior, e não a tem no seu interior, nunca conseguirá a Paz. Por isso o mundo, ainda hoje, não tem Paz porque a Paz exterior não sai do coração, mas de ansiedades. A Paz exterior é «quererem que os outros estejam em paz» e isso nunca se conseguiu. Há milhões de anos que não se consegue. Mas a Paz interior, do coração, da alma, é muito fácil conseguir-se. É fácil porque parte do amor que a Pessoa tem. A exterior, (para que os outros estejam em Paz ‘e eu não estou’), não parte do amor, mas de ‘exigência sobre os outros’. E a exigência tem de ser ‘sobre mim’.

 

Senhor, faz de mim instrumento da tua Paz!

frvra

terça-feira, 24 de março de 2020

O SIM Salvador

O SIM de JESUS ao Pai Celeste,
em que aceita assumir a condição humana
para salvar a Humanidade


O SIM de MARIA ao Pai Celeste,
em que aceita ser a Mãe de Jesus,
que encarna para salvar a Humanidade


O SIM de JOSÉ ao Pai Celeste,
em que aceita Maria como sua Esposa
e a sua Maternidade, Jesus,
que é dado à Luz para salvar a Humanidade


O SIM de Cada Um de NÓS ao Pai Celeste,
em que aceito Jesus como meu Salvador
que é gerado no Coração de Cada Um de Nós

sexta-feira, 20 de março de 2020

São José, Guarda da Igreja e da Humanidade, defendei-nos deste flagelo!

São José, Esposo de Maria, Mãe de Jesus,
Vós fostes o Custódio de Maria e de Jesus,
Pelo teu SIM confirmastes o SIM de Maria, recebendo-a por Esposa. Sem o teu SIM, José, Jesus não seria dado à luz,
E fostes Vós que protegestes Jesus e O livrastes da morte, enquanto Bebé, fugindo para o Egipto.
Vós sois o Custódio da Igreja e da Humanidade, vinde, São José, defender a Humanidade deste flagelo que está a viver.
Jesus e Maria, sob a vossa guarda, nos socorra, apesar de não sermos merecedores.
Eleva as nossas preces a Jesus, nosso Médico, nosso Salvador.
Totus Tuus, Ioseph, 2020

segunda-feira, 16 de março de 2020

A humanidade provoca os seus próprios males. Jesus cura a humanidade dos seus males.

Podemos dizer que, oficialmente, começou o problema do Coronavírus em Portugal, pois só agora, dia 13 março 2020, sexta-feira, o governo tomou, oficialmente, medidas de prevenção. Pecou por ser muito tardio nas decisões! Neste dia saí para fazer compras para casa, e vejo que só circula um décimo das pessoas, do que era o normal. Fui à grande loja e vejo uma fila, mas não me apercebi o porquê. Quando lá chego, vejo o Segurança, então percebi que a fila era a entrada, só entrava o número de pessoas correspondendo ao número de pessoas que saía. Algumas lojas já fechadas. Restaurantes para o vazio. Dois dizem «não coma aqui, leva para sua casa». Produtos de higiene escasseiam. Farmácias com segurança de vidro e porta quase trancada. E neste dia, dia em que o Papa Francisco foi eleito, o episcopado Português comunica que a partir do dia catorze, sábado, deixa de haver Eucaristia com fiéis e Confissões suspensas. Vendo o ambiente exterior, nas ruas, tudo isto fez-me recuar vinte e dois anos, quase, na Guiné Bissau, a Guerra civil. Ruas desertas. Sem carros. Pessoas muito poucas. Silêncio que só era interrompido, de quando em quando, pelas metralhadoras, bombas, bazucas. Poucos produtos à venda. Lojas abertas, mas ‘sem nada’. Povo tranquilo. Agora, nesta Europa, neste Portugal, a diferença é, para mim, que na Guiné sabíamos onde estava o perigo das balas e bombas, pois ‘o som indicava-nos tudo e precavíamo-nos’. Aqui o perigo, o vírus, é de outro modo e não sabemos onde está, quem o tem ou quem o ‘atira sobre outrem’. Quase que não nos sabemos defender, fugir, do perigo, o ‘vírus’. Aqui, na Europa, em Portugal, com o ‘vírus’, faz lembrar o Antigo Testamento, o «contágio; o pecado original». Tal como se pensava, e defendia, que o pecado «é contagioso, passa para outra pessoa, e a doença é consequência do pecado, por isso se transmite», agora o vírus é transmissível. Assusta. Horroriza. Amedronta. Impede de sair livremente. Pessoas entram em paranoia. «Uma só pessoa foi contagiada, e não se sabe como, e, de repente, muitas pessoas são contagiadas». «O ‘pecado original’ transmitiu-se e ‘apanhou’ pessoas desprevenidas, inocentes, puras, e ‘ficaram contaminadas’». E a cura demora. A graça demora. E a graça quando chega e cura «uma pessoa, só cura aquela pessoa e a cura não se transmite a outra pessoa, mesmo inocentemente doente». Há contágio por causa da doença, mas não há contágio por causa da cura. O ‘mal propaga-se, a graça não se propaga’! Meu Jesus, porque será que uma pessoa que foi curada, purificada, tocando nela não se fica também curado, purificado? Se toco em alguém doente, fico doente; se toco em alguém sã, não fico sã! Porquê, Jesus? Sabemos que para se ter uma ferida, é rápido, um segundo, um descuido; para a curar a ferida é preciso imenso tempo, é preciso decisão, é precisa concentração, é precisa opção, é precisa aceitação, é precisa paciência, é precisa fé, e é preciso amor em todo o tempo de cura. Mas para se ter uma ferida, bastou um descuido! Assim Jesus, para eu errar, no mais simples, é fácil, e na maioria das vezes nem tenho noção que me descuidei, errei. Mas para ‘reparar este descuido’ é precisa uma enorme caminhada contra mim próprio e de te aceitar com todo o meu ser! Cair é fácil, levantar é bem difícil! Cair é fácil, levantar, muitas vezes, preciso de amparo, que alguém me dê a sua mão, na qual me agarro e levanto! Senhor Jesus, todas as catástrofes que temos tido, ultimamente, a humanidade é a verdadeira culpada. Este ‘coronavírus’, bem como os anteriores, a humanidade é a culpada. Diz-se que «foram brincadeiras de laboratório que correram mal e se espalharam». Ou que «foram mesmo fabricadas pela humanidade para prejudicar a humanidade, com fins económicos, por exemplo», mas que ficaram descontrolados. É tal como nos filmes de ficção. A humanidade é a culpada dos seus próprios males, mas, infelizmente, quem paga «é o inocente». Senhor Jesus, rogo por nós que acreditamos em ti, e rogo pelos que já te conhecem, mas te recusam, e rogo por aqueles que nem sabem de ti, para que nos cures, não olhando aos nossos erros, mas à fé dos que te aceitam! Cura-nos! Ilumina os técnicos de laboratório para, rapidamente, terem a resposta para este mal! Na Cruz disseste, no Evangelho de Lucas: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem», perdoa a quem provocou esta catástrofe, e ilumina os que tentam ter a resposta para terminar com esta catástrofe! Tem dor de nós, Jesus! O Exílio de Babilónia foi uma catástrofe para o teu Povo israelita, por ser deportado. Em Babilónia corrigiram e melhoraram a sua teologia. A tua Pessoa, Deus. passou a ser vista e vivida de uma outra maneira. Evoluíram de um modo estrondoso. Foi preciso o Exilio de Babilónia para ‘corrigirem a sua teologia’! Agora, Jesus, com esta doença mundial, que mexe com todos, e com a tua Igreja, faz que a tua Igreja se corrija, melhore, tire imensa luz desta mundial doença! Que a tua Igreja seja mais amorosa e menos legalista! Que a tua Igreja veja a Eucaristia e a Confissão com maior dimensão de amor, e não de legalismo! Que não veja erros e pecados ‘em tudo’, mas veja amor, grande ou pequeno, em tudo! Que esta situação atual, mundial, seja uma enorme Luz para a tua Igreja, Jesus! Jesus, aproveita esta situação horrível para renovar a tua Igreja! Que esta situação se torne, depois, maravilhosa na renovação da Igreja e da Humanidade! Venha um novo viver! Que todos tirem fruto de sabedoria - ciência e de vida desta situação! Jesus, tu és a Vida! Maranatha! Vem, Senhor Jesus! Senhor Jesus, que possamos celebrar a tua Páscoa com o teu Povo! Conceda esta graça a ti mesmo, Jesus! Que este teu Povo, Jesus, sinta cada vez mais fome e sede de ti!

Via Sacra, pela leitura dos Evangelhos, segundo o Papa João Paulo II


01ª – Jesus no Jardim das Oliveiras

V/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus;
R/ Porque remiste o mundo pela vossa Santa Cruz.



Mateus 26
30 Depois de cantarem os salmos, saíram para o Monte das Oliveiras. 36 Jesus chegou ao lugar chamado Getsémani. 37 Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a entristecer-Se e disse-lhes: 38 «A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai comigo». 39 Jesus afastou-se um pouco deles, caiu com a face por terra, orando e dizendo: «Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres».40 Voltando para junto dos discípulos, encontrou-os a dormir.

Marcos 14
26 Após o canto de salmos, saíram para o Monte das Oliveiras. 32 Chegaram a uma propriedade chamada Getsémani, e Jesus disse aos discípulos: «Ficai aqui enquanto eu vou rezar.» 33 Tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-se. 34 E disse-lhes: «A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai.» 35 Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se possível, passasse dele aquela hora. 36 E dizia: «Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que eu quero, e sim o que Tu queres.» 37 Depois foi ter com os discípulos, e encontrou-os a dormir.

Lucas 22
39 Jesus saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Jesus. 40 Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para que não entreis em tentação.» 41 Depois afastou-se deles, à distância de um tiro de pedra, aproximadamente; e, pondo-se de joelhos, começou a orar, dizendo: 42 «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» 43 Então, vindo do Céu, apareceu a Jesus um Anjo que O confortava. 44 Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. 45 Depois de orar, levantou-se e foi ter com os discípulos, e encontrou-os a dormir.

João 18
1 Após a Ceia, Jesus saiu para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus discípulos. 2 Judas, aquele que O ia entregar, conhecia bem o sítio, porque Jesus se reunia ali frequentemente com os discípulos.



02ª – Jesus é traído por Judas e é preso

V/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus;
R/ Porque remiste o mundo pela vossa Santa Cruz.



Mateus 26
14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vos entregar Jesus?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. 16 E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.20 Ao cair da tarde, Jesus sentou-se à mesa com os Doze. 21 Enquanto comiam, disse: «Em verdade vos digo: um de vós me há de entregar.» 22 Profundamente entristecidos, começaram a perguntar-lhe, cada um por sua vez: «Porventura serei eu, Senhor?» 25 Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei eu, Mestre?» Jesus respondeu: «Tu o disseste.»
47 Depois de Jesus ter rezado ao Pai, no Horto, Judas Iscariotes apareceu, e com ele muita gente, com espadas e varapaus, enviada pelos sumos sacerdotes. 48 O traidor tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo: prendei-o.» 49 Judas aproximou-se e disse: «Salve, Mestre!» E beijou Jesus. 50 E Jesus pergunta-lhe: «Amigo, a que vieste?» Então, avançaram e prenderam Jesus.



Marcos 14
10 Então, Judas Iscariotes, um dos Doze, foi ter com os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus. 11 Eles ouviram-no com satisfação e prometeram dar-lhe dinheiro. E Judas espreitava ocasião favorável para entregar Jesus. 12 No primeiro dia dos Ázimos, 17 chegada a tarde, Jesus foi com os Doze. 18 Estavam à mesa a comer, quando disse: «Em verdade vos digo: um de vós há de entregar-me, um que come comigo.» 19 Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: «Porventura serei eu?» 20 Jesus respondeu-lhes: «É um dos Doze, aquele que mete comigo a mão no prato. (…) 21 Melhor fora a esse homem não ter nascido!» 43 Depois de Jesus rezar ao Pai, no Horto, e ter falado aos discípulos, chegou Judas, um dos Doze, e, com ele, muito povo com espadas e varapaus, da parte dos sumos sacerdotes, dos doutores da Lei e dos anciãos. 44 Judas tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar é esse mesmo; prendei-o e levai-o bem guardado.» 45 Mal chegou, aproximou-se de Jesus, dizendo: «Mestre!»; e beijou Jesus. 46 Os outros deitaram as mãos em Jesus e prenderam-no.


Lucas 22
3 Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era do número dos Doze. 4 Judas foi falar com os sumos sacerdotes e os oficiais do templo sobre o modo de lhes entregar Jesus. 5 Eles regozijaram-se e combinaram dar-lhe dinheiro. 6 Judas concordou e procurava ocasião de entregar Jesus, sem a multidão o saber. 7 Chegou o dia dos Ázimos. 21 Depois de comerem, Jesus disse: «No entanto vede: a mão daquele que me vai entregar está comigo à mesa!» 23 Começaram a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa. 47 Após a oração de Jesus ao Pai, no Horto, e de ter animado os discípulos, surgiu uma multidão de gente, e um dos Doze, o chamado Judas, caminhava à frente e aproximou-se de Jesus para o beijar. 48 Jesus disse-lhe: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?» 54 Apoderaram-se de Jesus e levaram-no ao Sumo Sacerdote. Pedro seguia de longe.
  
João 13
3 Enquanto celebravam a ceia, 4 Jesus levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. E começou a lavar os pés aos discípulos. 8 Pedro disse a Jesus: «Não. Tu não me lavarás os pés!» Jesus replicou-lhe: «Se não te lavar, nada terás a ver comigo.» 10 E Jesus continuou: «Vós estais limpos, mas não todos». 21 Depois, à mesa, Jesus perturbou-se interiormente e declarou: «Em verdade vos digo que um de vós me há de entregar!» 22 Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem a quem se referia. 25 E o discípulo que Jesus amava perguntou: «Senhor, quem é?» 26 Jesus respondeu: «É aquele a quem Eu der o bocado de pão ensopado». E Jesus deu-o a Judas Iscariotes. E nesse momento Satanás entrou em Judas.

18, 3 Estando Jesus a rezar no Horto, Judas, então, guiando o destacamento romano e os guardas ao serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas, entrou lá. 4 Jesus, sabendo tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-se e pergunta-lhes: «Quem buscais?» 5 Responderam: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Jesus: «Sou Eu!» 12 Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas prenderam Jesus e manietaram-no.




03ª – Jesus é condenado pelo Sinédrio

V/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus;
R/ Porque remiste o mundo pela vossa Santa Cruz.



Mateus 26
59 Os sumos sacerdotes e todo o Conselho procuravam um depoimento falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 Mas não o encontravam, embora tivessem apresentado algumas testemunhas falsas. Apresentaram duas, 61 que declararam: «Este homem disse: ‘Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.’» 62 O Sumo Sacerdote ergueu-se e disse-lhe: «Não respondes nada? Que dizes aos que depõem contra ti?» 63 Mas Jesus continuava calado. O Sumo Sacerdote disse-lhe: «Intimo-te, pelo Deus vivo, que nos digas se és o Messias, o Filho de Deus.» 64 Jesus respondeu-lhe: «Tu o disseste. E Eu digo-vos: Vereis um dia o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do Céu.» 65 Então, o Sumo Sacerdote rasgou as vestes, dizendo: «Blasfemou! Que necessidade temos, ainda, de testemunhas. 66 Que vos parece?» Eles responderam: «É réu de morte.»

 Marcos 14
53 Conduziram Jesus, preso, a Casa do Sumo Sacerdote. 55 Os sumos sacerdotes e todo o sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus a fim de lhe dar a morte, mas não o encontravam. 57 Alguns ergueram-se e proferiram contra Jesus este testemunho falso: 58 «Ouvimo-lo dizer: ‘Demolirei este templo feito pelos homens e, em três dias, edificarei outro que não é feito pelos homens.’» 60 Então, o Sumo Sacerdote ergueu-se no meio da assembleia e interrogou Jesus: «Não respondes nada ao que estes testemunham contra ti?» 61 Mas Jesus continuava em silêncio e nada respondia. O Sumo Sacerdote voltou a interrogar Jesus: «És tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?» 62 Jesus respondeu: «Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vir sobre as nuvens do Céu.» 63 O Sumo Sacerdote rasgou as suas vestes e disse: «Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64 Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?» E todos sentenciaram que Jesus era réu de morte.

 Lucas 22
66 Quando amanheceu, reuniu-se o Conselho dos anciãos do povo, sumos sacerdotes e doutores da Lei que levaram Jesus ao seu tribunal. 67 Disseram-lhe: «Declara-nos se Tu és o Messias.» Jesus respondeu-lhes: «Se vo-lo disser, não me acreditareis 60 e, se vos perguntar, não me respondereis. 69 Mas doravante, o Filho do Homem vai sentar-se à direita de Deus todo-poderoso.» 70 Disseram todos: «Tu és, então, o Filho de Deus?» Jesus respondeu-lhes: «Vós o dizeis; Eu sou.» 71 Então, exclamaram: «Que necessidade temos já de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da sua boca.»

João 18
12 Jesus, manietado, foi levado a Anás. 19 Anás interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20 Jesus respondeu-lhe: «Eu tenho falado abertamente ao mundo e sempre ensinei na sinagoga e no templo. 21 Porque me interrogas? Interroga os que ouviram o que Eu lhes disse.» 22 Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus, dizendo: «É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?» 23 Jesus replicou: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas se falei, porque me bates?» 24 Então, Anás mandou Jesus manietado ao Sumo Sacerdote Caifás




  
04ª – Jesus é renegado por Pedro

V/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus;
R/ Porque remiste o mundo pela vossa Santa Cruz.



Mateus 26
31 No Monte das Oliveiras Jesus disse aos discípulos: «Nesta mesma noite, todos vós ficareis perturbados por minha causa.» 33 Tomando a palavra, Pedro respondeu a Jesus: «Ainda que todos fiquem perturbados por tua causa, eu nunca me perturbarei!» 34 Jesus retorqui-lhe: «Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes de o galo cantar, vais negar-me três vezes.» 35 Pedro disse a Jesus: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não te negarei!» E todos os outros disseram o mesmo. 69 Enquanto Jesus era julgado no Sinédrio, Pedro estava no pátio a aquecer-se. Uma criada aproximou-se e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o Galileu.» Mas Pedro negou: «Não sei o que dizes.» 71 Dirigindo-se Pedro para a porta, outra criada viu-o e disse: «Este também estava com Jesus, o Nazareno.» 72 Pedro negou de novo com juramento: «Não conheço esse homem.» 73 Um momento depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram a Pedro: «Com certeza tu és dos seus, pois até a tua maneira de falar te denuncia.» 74 Pedro começou, então, a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço esse homem!» No mesmo instante o galo cantou. 75 E Pedro lembrou-se das palavras de Jesus. E, saindo para fora, chorou amargamente.

Marcos 14
27 Nos Jardim das Oliveiras, Jesus disse-lhes: «Todos ides abandonar-me, pois está escrito: ‘Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas. 29 Pedro disse: «Mesmo que todos venham a abandonar-te, eu não.» 30 E Jesus disse: «Em verdade te digo, que hoje, esta noite, antes de o galo cantar duas vezes, tu me terás negado três vezes.» 31 Mas Pedro insistia com muito ardor: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não te negarei.» 66 Estando Pedro em baixo, no pátio, no julgamento de Jesus, chegou uma das criadas do Sumo Sacerdote 67 e, vendo Pedro a aquecer-se, disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o Nazareno.» 68 Mas Pedro negou: «Não sei nem entendo o que dizes.» Depois saiu para o átrio e um galo cantou. 69 A criada, vendo-o de novo, começou a dizer aos outros: «Este é um deles.» 70 Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois os presentes disseram a Pedro: «Com certeza que és um deles, pois tu também és galileu.» 71 Pedro começou, então, a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço esse homem de quem falais!» 72 E logo cantou o galo pela segunda vez. Pedro recordou-se, então, das palavras de Jesus. E desatou a chorar.

Lucas 16
31 Na Ceia, Jesus disse a Pedro: «Simão, Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. 32 Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.» 33 Pedro respondeu a Jesus: «Senhor, estou pronto a ir contigo até para a prisão e para a morte.» 34 Jesus disse-lhe: «Eu te digo, Pedro: o galo não cantará hoje sem que, por três vezes, tenhas negado conhecer-me.» 54 Enquanto Jesus era julgado pelo Sumo Sacerdote, Pedro aquecia-se. 56 Uma criada, ao ver Pedro sentado ao lume, disse: «Este também estava com Ele.» 57 Mas Pedro negou-o dizendo: «Não o conheço, mulher.» 58 Pouco depois, disse outro, ao ver Pedro: «Tu também és dos tais.» Mas Pedro disse: «Homem, não sou.» 59 Cerca de uma hora mais tarde, outro afirmou: «Com certeza este estava com Ele; além disse, é galileu.» 60 Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes.» E, no mesmo instante, estando ainda Pedro a falar, cantou um galo. 61 Voltando-se, o Senhor Jesus fixou os olhos em Pedro; e Pedro recordou-se da palavra do Senhor Jesus. 62 E, vindo para fora, chorou amargamente.

João
13, 36 Durante a Ceia, disse Simão Pedro a Jesus: «Senhor, para onde vais?» Jesus respondeu: «Para onde Eu vou, tu não me podes seguir por agora; hás de seguir-me mais tarde.» 37 Disse-lhe Pedro: «Senhor, porque não posso seguir-te agora? Eu daria a vida por ti!» 38 Replicou Jesus: «Darias a vida por mim? Em verdade te digo: não cantará o galo, antes de me teres negado três vezes!»
18, 15 Quando levaram Jesus a Anás, Pedro ficou no lado de fora. 16 O outro discípulo introduziu Pedro para junto da fogueira. 17 A porteira disse a Pedro: «Tu não és um dos discípulos desse homem?». Pedro negou. 25 Outro disse: «Não és tu também um dos seus discípulos?» Pedro negou: «Não sou». 26 Mas um dos servos do Sumo Sacerdote, parente daquele a que Pedro cortara a orelha, disse: «Não te vi eu no Horto com Ele?» 27 Pedro negou; e no mesmo instante o calou cantou.



  

05ª – Jesus é julgado por Pilatos

V/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus;
R/ Porque remiste o mundo pela vossa Santa Cruz.



Mateus 27
11 Jesus foi conduzido ao governador romano, que lhe perguntou: «Tu és o Rei dos Judeus?» Jesus respondeu: «Tu o dizes.» 15 Ora, por ocasião da festa, o governador costumava conceder a liberdade a um prisioneiro, à escolha do povo. 16 Havia um preso chamado Barrabás. 17 Pilatos perguntou ao povo: «Qual quereis que vos solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?» 20 Mas os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram o povo a pedir Barrabás. 22 Pilatos disse-lhes: «Que hei de fazer, então, de Jesus chamado Cristo?» Todos responderam: «Seja crucificado!» 23 Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?» Mas eles gritaram mais: «Seja crucificado!» 24 Pilatos, vendo que nada conseguia, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: «Estou inocente deste sangue. Isso é lá convosco.» 25 Soltou-lhes Barrabás e mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado.

Marcos 15
1 De manhã cedo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei, o Sinédrio, manietaram Jesus e levaram-no a Pilatos. 2 Pilatos perguntou a Jesus: «És tu o rei dos judeus?» Jesus respondeu: «Tu o dizes.» 4 Ora, pela festa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso que eles pedissem. 7 Havia um chamado Barrabás, por ter cometido um assassínio. 9 Pilatos perguntou: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 11 Os sumos sacerdotes instigaram o povo a que pedisse Barrabás. 12 Pilatos pergunta de novo: «Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?» 13 Eles gritaram: «Crucifica-o!» 15 Pilatos, para lhes agradar, soltou Barrabás; depois mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado.

Lucas 23
1 De manhã, levaram Jesus a Pilatos 2 e começaram a acusá-lo: «Encontramos este homem a sublevar o povo, a impedir que se pagasse o tributo a César e a dizer-se Ele próprio o Messias – Rei.» 3 Pilatos perguntou a Jesus: «Tu és o rei dos judeus?» Jesus respondeu: «Tu o dizes.» 4 Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão: «Nada encontro de culpável neste homem.» 13 Pilatos disse novamente aos sumos sacerdotes: «Trouxestes este homem, e eu interroguei-o diante de vós e nada encontro de culpável nele, nem Herodes encontrou.» 17 Ora, em cada festa, Pilatos soltava um preso à escolha do povo. 18 Mas todos gritaram: «A esse mata-o e solta-nos Barrabás.» 20 De novo Pilatos dirigiu-lhes a palavra, querendo libertar Jesus. 21 Mas eles gritaram mais: «Crucifica-o! Crucifica-o!» 24 Então Pilatos fez-lhes a vontade. Libertou Barrabás e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam.

João 18
28 De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Não entraram, para não se contaminarem. 29 Pilatos veio ter com eles e pergunta-lhes: «Que acusações apresentais contra este homem?» 30 Responderam: «Se ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos.» 31 Pilatos retorqui: «Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei.» 33 Pilatos entrou de novo no edifício, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és o rei dos judeus?» 34 Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso de ti mesmo, ou porque outros to disseram?» 35 Pilatos disse: «A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» 36 Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo.» 37 Disse-lhe Pilatos: «Logo, tu és rei!» Respondeu Jesus: «É como dizes: Eu sou rei!» 38 Pilatos foi ter com os judeus e disse: «Não vejo nele nenhum crime. 39 Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 40 Eles puseram-se a gritar, dizendo: «Esse não, mas sim Barrabás!»


06 – Jesus é flagelado e coroado de espinhos

V/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus;
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Mateus 27
26 Depois de soltar Barrabás, Pilatos mandou flagelar Jesus. 27 Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e reuniram toda a coorte. 28 Despiram Jesus e envolveram-no com um manto escarlate. 29 Tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e uma cana na mão direita. Dobrando o joelho diante de Jesus, escarneciam-no, dizendo: «Salve! Rei dos judeus.» 30 E, cuspindo no rosto de Jesus, agarravam na cana e batiam-lhe na cabeça.

Marcos 15
15 Pilatos mandou soltar Barrabás e entregou Jesus para ser flagelado e crucificado. 16 Os soldados levaram Jesus para dentro do pátio, isto é, o pretório, e convocaram toda a coorte. 17 Revestiram Jesus de um manto de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que tinham entretecido. 18 Depois, começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!» 19 Batiam na cabeça de Jesus com uma cana, cuspiam sobre Jesus e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.

João 19
1 Então Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo. 2 Depois, os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos, cravaram-na na cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura; 3 e, aproximando-se de Jesus, diziam: «Salve! Ó Rei dos judeus!» e davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos que acusavam Jesus: «Vou trazê-lo cá fora para saberdes que eu não vejo nele nenhuma causa de condenação.» 5 Então, saiu Jesus com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: «Eis o Homem!» 6 Assim que viram Jesus, os sumos sacerdotes e os seus servidores gritaram: «Crucifica-o! Crucifica-o!»


  


07ª – Jesus é carregado com a Cruz

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Mateus 27
31 Depois de terem escarnecido de Jesus, os soldados tiraram o manto de púrpura a Jesus e vestiram-lhe as suas roupas e colocaram a cruz sobre os seus ombros e o conduziram para ser crucificado.

Marcos 15
20 Depois de terem escarnecido de Jesus, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram Jesus das suas roupas. Colocaram sobre os seus ombros uma cruz, que Jesus carregou para o lugar do suplício.

João 19
16 Então Pilatos, vendo que não conseguia libertar Jesus, entregou-o para ser crucificado. E eles tomaram conta de Jesus. 17 Fizeram uma cruz, e Jesus levou a cruz às costas para o Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota.



  
08ª – Jesus é ajudado por Simão de Cirene a levar a Cruz

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Mateus 27
32 À saída, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e obrigaram-no a levar a cruz de Jesus.

Marcos 15
20 Levaram, então, Jesus para o crucificar. 21 Para lhe levar a cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um tal Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo.

Lucas 23
26 Quando iam conduzindo Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus.



09ª – Jesus encontra as Mulheres de Jerusalém

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Lucas 23
27 Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Jesus. 28 Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vosso filhos; 29 pois virão dias em que se dirá: ‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram.’ 30 Hão de, então, dizer aos montes: ‘Caí sobre nós!’ E às colinas: ‘cobri-nos!’ 31 Porque, se tratam assim a árvore verde, o que não acontecerá à seca?»



10ª Jesus é crucificado

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Mateus 27
33 Quando chegaram a um lugar chamado Gólgota, isto é, «Lugar do Crânio», 34 deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas Jesus, provando-o, não quis beber. 35 Depois de terem crucificado Jesus, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte. 36 Ficaram ali sentados a guardá-lo. 37 Por cima da sua cabeça, colocaram um escrito, indicando a causa da sua condenação: «Este é Jesus, o rei dos Judeus.» 38 Com Jesus, foram crucificados dois salteadores. 39 Os que passavam injuriavam Jesus, e diziam: 40 «Se és o Filho de Deus, desce da cruz!» 41 E os sumos sacerdotes, doutores da Lei, diziam: 42 «Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo!»
  
Marcos 15
23 Quando chegaram ao local, queriam dar a Jesus vinho misturado com mirra, mas Jesus não quis beber. 24 Depois, crucificaram-no e repartiram entre si as vestes de Jesus, tirando-as à sorte, para ver o que cabia a cada um. 25 Eram umas nove horas da manhã, quando crucificaram Jesus. 26 Na inscrição com a condenação, lia-se «O rei dos judeus.» Com Jesus crucificaram dois ladrões. 27 Deste modo cumpriu-se a passagem da Escritura que diz: ‘Foi contado entre os malfeitores.’ 29 Os que passavam injuriavam Jesus e diziam: «Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!» 31 Da mesma maneira os sumos sacerdotes e os doutores da Lei troçavam de Jesus: «Salvou os outros, mas não pode salvar-se a si mesmo! 32 O Messias, o Rei de Israel! Desça agora da cruz para nós vermos e acreditarmos!» Até os que estavam crucificados com Jesus troçavam dele.
  
Lucas 23
33 Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram Jesus e com Ele dois malfeitores. 34 Jesus dizia: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» Depois, deitaram sortes para dividirem entre si as suas vestes. 35 O povo permanecia ali, a observar; e os chefes zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.» 36 Os soldados também troçavam de Jesus. 38 E por cima de Jesus havia uma inscrição: «Este é o rei dos judeus.»

João 19
18 Quando chegaram ao Gólgota, aí crucificaram Jesus, e com Jesus outros dois. 19 Pilatos redigiu um letreiro, e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.» 23 Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa de Jesus e fizeram quatro partes, uma para cada soldado, exceto a túnica. A túnica era tecida de uma só peça. 24 Sobre ela lançaram sortes. Assim se cumpriu a Escritura: ‘Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes.




11ª – Jesus promete o Reino ao Ladrão arrependido

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Lucas 23
39 Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava, também, Jesus, dizendo: «Não és tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.» 40 Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? 41 Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo que as nossas ações mereciam; mas Jesus nada praticou de condenável.» 42 E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.» 43 Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.»

  

12ª – Jesus na Cruz, a Mãe e o Discípulo amado

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João 19
25 Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» 27 Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu Maria como sua.



13ª – Jesus morre na Cruz

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Mateus 27
45 Desde o meio-dia até às três horas da tarde, as trevas envolveram toda a terra. 46 Cerca das três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: ‘Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste?’ 50 E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou. 51 Então o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo. 52 Abriram-se os túmulos e muito corpos santos, que estavam mortos, ressuscitaram; 53 e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. 54 O centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram apavorados e disseram: «Este era verdadeiramente o Filho de Deus!»

Marcos 15
33 Ao chegar o meio-dia, fez-se trevas por toda a terra, até às três horas da tarde. 34 E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: ‘Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste?’ 37 E Jesus dando um novo grito forte, expirou. 38 E o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo. 39 O centurião que estava em frente dele, ao ver Jesus expirar daquela maneira, disse: «Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!» 40 Também ali estavam algumas mulheres a contemplar de longe, Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e Salomé.

Lucas 23
44 Por volta do meio-dia, as trevas cobriram toda a região até às três horas da tarde. 45 O sol tinha-se eclipsado e o véu do templo rasgou-se ao meio. 46 Dando um forte grito, Jesus exclamou: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.» Dito isto, expirou. 47 Ao ver o que se passava, o centurião deu glória a Deus, dizendo: «Verdadeiramente, este homem era justo!» 48 E toda a multidão que se tinha aglomerado para este espetáculo, vendo o que acontecera, regressava batendo no peito. 49 Todos os seus conhecidos e as mulheres que o tinham acompanhado desde a Galileia mantinham-se à distância, observando estas coisas.

João 19
28 Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a Escritura, disse: «Tenho sede!» 29 Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-lha à boca. 30 Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31 Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. 33 Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. 34 Um dos soldados traspassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água.




  
14ª – Jesus é colocado no sepulcro

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Mateus 27
57 Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58 Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos ordenou que lho entregassem. 59 José tomou o corpo, e envolveu-o num lençol limpo 60 e depositou-o num túmulo novo, que tinha mandado talhar na rocha. Depois rolou uma grande pedra contra a porta do túmulo e retirou-se. 61 Maria de Magdala e a outra Maria estavam ali sentadas, em frente do sepulcro.

Marcos 15
42 Ao cair da tarde, visto ser a Preparação, isto é, véspera do sábado, 43 José de Arimateia, responsável membro do Conselho que também esperava o Reino de Deus, foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. 44 Pilatos espantou-se por Jesus já estar morto e, mandando chamar o centurião, perguntou-lhe se tinha morrido há muito tempo. 45 Informado pelo centurião, Pilatos ordenou que o corpo fosse entregue a José. 46 Este, depois de comprar um lençol, desceu o corpo da cruz e envolveu-o nele. Em seguida, depositou-o num sepulcro.

Lucas 23
50 Um membro do Conselho, chamado José, homem rico e justo, 51 não tinha concordado com a decisão nem com o procedimento dos outros, era natural de Arimateia, cidade Judeia, e esperava o Reino de Deus. 52 Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. 53 Descendo-o da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 54 Era o dia da Preparação e já começava o sábado.

João 19
38 Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo. 39 Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. 40 Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com perfumes, segundo o costume dos judeus. 41 No sítio em que Jesus tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus.